quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Dois erros que você já cometeu em 2014


“então percebi tudo o que Deus tem feito. Ninguém é capaz de entender o que se faz debaixo do sol. Por mais que se esforce para descobrir o sentido das coisas, o homem não o encontrará. O sábio pode até afirmar que entende, mas, na realidade não o consegue encontrar”.
Eclesiastes 8:17 (NVI) 

Um novo ano começa (2014), e apesar dos poucos dias vividos deste dito novo tempo, percebe-se que aquelas coisas velhas ainda estão vivas, mesmo com toda euforia cantante de “Hoje é um novo dia, de um novo tempo que começou. Nesses novos dias, as alegrias serão de todos, é só querer. Todos os nossos sonhos serão verdade, o futuro já começou...” (música de Marcos Valle, tema dos finais de ano da Rede Globo). Contrariando a magia dos cantantes jubilosos triunfalistas a International Stress Management Association (Isma) no Brasil publicou um pesquisa em janeiro de 2008 (comentários sobre pesquisa disponível no site da UOL) afirmando que “apenas 19% das pessoas cumprem suas resoluções de Ano Novo. Cerca de 30% desistem na primeira semana e o resto, em um mês”. Então, nesta insólida realidade contemporânea, como propõem o sociólogo Zygmunt Bauman, os tempos pós-modernos sofrem um estado de deformação ao ponto de transformar-se de sólido em líquido, criando assim um mundo instável e de curto prazo. Sendo, portanto, inevitável que todos nós já tenhamos cometidos pelos menos dois erros clássicos neste novel ano de 2014.

O mais cotado dos erros que provavelmente tenhamos cometido neste início de ano é o fantasioso planejamento. As igrejas nos finais e início de cada ano inventam o tal de “projetando 2014” como uma estratégia, supostamente, para alinhar os planos humanos com o Divino. Entretanto, precisamos arrazoar sobre algumas inquietudes. Por exemplo, nestes dias de “projetando 2014” as pessoas afirmam que vão buscar orientação de Deus, porém o que se percebe é uma romaria protestante para determinar no reino espiritual o que se quer para o ano novo. É como se Deus fosse refém de nossos desejos, e a prova disto é que insistimos pela oração que Deus atenda o que projetamos, ou seja, é Ele quem deve se adequar aos nossos projetos. Esquecemo-nos que Deus “não é domesticável”, como propõem C. S. Lewis referindo-se a Aslam em “Crônicas de Nárnia”. Por esta razão, O Criador contraria nossos orgulhosos planejamentos e leva-nos a outra direção. Ele não está preocupado com o que projetamos, mas sim se estamos dispostos a obedece-lO, mesmo que isto nos custe rasgar o fichamento do “projetando 2014”. Precisamos aprender a dar um passo de cada vez, o Maestro não é muito de relevar o futuro.

Outro clássico erro que invariavelmente já cometemos em 2014 é pecarmos. Diferente da esperançosa expectativa de Réveillon que inclui mudanças gigantescas, abandonar a pecaminosidade diária, santificação absoluta e tantas outras promessas que se assemelham a um convite de “Alice no País das Maravilhas” ou algo tipo “Terra do Nunca”, temos que ser sinceros, aquele pecado de estimação amanheceu no dia 1° de janeiro juntamente conosco. Precisamos reconhecer que nunca deixaremos de pecar, por mais espiritual que seja nossas intenções. O pecado sempre vai estar à porta (referência à advertência de Deus a Caim antes de assassinar Abel, Gn. 4:7). O pecado é um dispositivo importantíssimo na nossa jornada cristã, pois sempre que pecamos nos humilhamos, pedimos perdão, reconhecemos a necessidade do sacrífico vicário de Cristo, admitimos nossa incapacidade de sermos santos por nós mesmos, vislumbramos a Graça. Portanto, Deus não vai nos dar um ano sem pecados, mas vai oportunizar, sempre que pecarmos, o caminho para encontramos a justiça/amor que emana da Cruz.

Fortalecido pela cruz de Cristo,
Vinicius Seabra | vs.seabra@gmail.com
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Artigo escrito em: 07 de Janeiro de 2014

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